Time Out Lisboa review by José Carlos Fernandes


Elliott Sharp Trio – Aggregat (CF 250)
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Quem associa Elliott Sharp às franjas radicais e experimentais do jazz e em particular a esse coio de hereges que é a downtown nova-iorquina terá uma revelação: Sharp é capaz de swingar.

Este CD, em trio com Brad Jones (contrabaixo) e Ches Smith (bateria) e onde, em muitos temas, Sharp troca as guitarras pelos saxofones, é dos mais mainstream da sua discografia – o que não quer dizer que Sharp esteja na iminência de integrar a orquestra do Lincoln Center. O walking bass de “Allelia” é francamente sinistro, “Positronics” é música para as pistas de dança pós-cataclismo nuclear, “Refractory” soa como a caixinha-de-música de Belzebu, e em “The Grip” a secção rítmica swingante coexiste com uma guitarra vitriólica, que corroi tudo em seu redor.

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